6.11.09

The silence was the way I found to find me again

É tudo o que eu necessito para pensar, para reflectir e sobretudo para me reencontrar nos momentos mais acinzentados do meu pensamento; sim, porque a minha vida não tem essa cor, aliás, seria despropositado e absurdo dizer que qualquer coisa (animal, objecto) ou qualquer ser na sua singularidade possui tal brilho melancólico, mas sim a falta de apetite ou se o quisermos designar por incapacidade de expressão, designar-lo-emos! O importante é a consciência, e, efectivamente, é algo que está um pouco distante de mim neste momento. O meu subconsciente está intacto e sujeito a qualquer lapso, está em permanente insegurança perante os acontecimentos presentes mas fundamentalmente os futuros. Não vive o presente com medo do futuro. Com lembranças do passado deixa-se afundar nos melhores momentos que alguma vez pôde ter vivido e que jamais viverá. Sem reconhecimento dos seus actos, recorre a outras coisas para encontrar a felicidade, mas nem sempre a encontra. Em suma, eis o meu estado de espírito actual e esta foi a forma mais breve e simples para clarear os meus pensamentos perturbantes. Tento a todo o instante arranjar fórmulas e encontrar alguma escapatória possível para os meus problemas… não, não os quero anular, pretendo vencê-los como uma equipa de futebol que derrota a equipa contrária, e no final me sentir assim mesmo, uma vencedora. Anseio pelo dia em que sorrirei de felicidade interior, de uma grande força capaz de superar qualquer obstáculo, qualquer coisa que se mostre superior a tudo e a todos, neste momento, trocaria todos os meus valores pela recuperação da minha consciência, do meu estado de espírito mais permanente. Desejo isto para logo de seguida pedir desculpa a todas as pessoas que fiz sofrer, a todas as pessoas que magoei e que tenho magoado nestas últimas semanas, dias, horas, minutos, segundos, milésimos de segundo,.. A eles peço-lhes mil e uma desculpas, mil e um perdões! Se for pouco, perdoem-me, mas foi o que eu encontrei de mais valioso para vos “indemnizar”. Só peço força a deus para vos agradecer depois de toda esta nuvem cinzenta passar e levar consigo toda a dor e nunca mais voltar! Todavia, quer queiras e admitas, quer não, eu também te perturbei, prejudiquei, incomodei, (talvez tenha atormentado também), ocupei e preenchi o teu tempo livre para me aturares, veres e sentires as minhas lágrimas no teu peito. Quero tanto te agradecer mas ao mesmo tempo sinto que só faço o contrário, quanto mais me tento desculpar, quando estou quase lá parece que algo me impede de prosseguir e me faz recuar para o desespero da minha mente novamente. Garanto-te, do fundo do meu coração que é tudo o que eu menos quero, por mais que pareça o oposto, por mais que erre. Bastou-me ouvir uma frase para me fazer despertar para o sabor da realidade, para te dizer adeus sem te beijar, para, até este momento não pronunciar nem mais uma palavra via linguagem oral, seja para quem quer que fosse. O meu cérebro comandou a minha fala para um corte de juízo. Agora, percebi eu, que os meus pensamentos se transformaram em ortografia, em frases. Mas questionar-me-ei eu: segundo imensas teorias, opiniões, entre tantas outras justificações de problemas: não será melhor seguires o caminho que os teus progenitores desejam? Quero eu dizer… sem interrupções, sem deslizes, sem incómodos, sem preocupações extras, que nem sequer te pertencem? Eu não quero desgraçar a tua vida, antes a minha do que a tua! Portanto, deixa-me que vive sozinha, deixa-me tornar responsável pelos meus problemas sem a tua ajuda. Não atendi o teu telefonema nem te enviei nenhuma mensagem porque pela primeira vez na vida acho que consegui controlar a minha mente, além do mais estava, podemos dizer de um modo irónico “afónica”. A partir de hoje, tomei uma atitude: chorarei e permanecerei em silêncio e sem ti, mas ao menos sei que não te prejudicarei. De outra forma, seria impossível me traduzir. Isto não significa o fim, pois “o final de uma história significa sempre o início de outra”. Right? NEVER FORGET IT. Be happy. (P.S. estou feliz por ter voltado à escrita, contudo, sei que não fui muito clara e objectiva nos meus pensamentos, mas foi o melhor que pude fazer para “recomeçar”.)