É tudo o que eu necessito para pensar, para reflectir e sobretudo para me reencontrar nos momentos mais acinzentados do meu pensamento; sim, porque a minha vida não tem essa cor, aliás, seria despropositado e absurdo dizer que qualquer coisa (animal, objecto) ou qualquer ser na sua singularidade possui tal brilho melancólico, mas sim a falta de apetite ou se o quisermos designar por incapacidade de expressão, designar-lo-emos! O importante é a consciência, e, efectivamente, é algo que está um pouco distante de mim neste momento. O meu subconsciente está intacto e sujeito a qualquer lapso, está em permanente insegurança perante os acontecimentos presentes mas fundamentalmente os futuros. Não vive o presente com medo do futuro. Com lembranças do passado deixa-se afundar nos melhores momentos que alguma vez pôde ter vivido e que jamais viverá. Sem reconhecimento dos seus actos, recorre a outras coisas para encontrar a felicidade, mas nem sempre a encontra. Em suma, eis o meu estado de espírito actual e esta foi a forma mais breve e simples para clarear os meus pensamentos perturbantes. Tento a todo o instante arranjar fórmulas e encontrar alguma escapatória possível para os meus problemas… não, não os quero anular, pretendo vencê-los como uma equipa de futebol que derrota a equipa contrária, e no final me sentir assim mesmo, uma vencedora. Anseio pelo dia em que sorrirei de felicidade interior, de uma grande força capaz de superar qualquer obstáculo, qualquer coisa que se mostre superior a tudo e a todos, neste momento, trocaria todos os meus valores pela recuperação da minha consciência, do meu estado de espírito mais permanente. Desejo isto para logo de seguida pedir desculpa a todas as pessoas que fiz sofrer, a todas as pessoas que magoei e que tenho magoado nestas últimas semanas, dias, horas, minutos, segundos, milésimos de segundo,.. A eles peço-lhes mil e uma desculpas, mil e um perdões! Se for pouco, perdoem-me, mas foi o que eu encontrei de mais valioso para vos “indemnizar”. Só peço força a deus para vos agradecer depois de toda esta nuvem cinzenta passar e levar consigo toda a dor e nunca mais voltar! Todavia, quer queiras e admitas, quer não, eu também te perturbei, prejudiquei, incomodei, (talvez tenha atormentado também), ocupei e preenchi o teu tempo livre para me aturares, veres e sentires as minhas lágrimas no teu peito. Quero tanto te agradecer mas ao mesmo tempo sinto que só faço o contrário, quanto mais me tento desculpar, quando estou quase lá parece que algo me impede de prosseguir e me faz recuar para o desespero da minha mente novamente. Garanto-te, do fundo do meu coração que é tudo o que eu menos quero, por mais que pareça o oposto, por mais que erre. Bastou-me ouvir uma frase para me fazer despertar para o sabor da realidade, para te dizer adeus sem te beijar, para, até este momento não pronunciar nem mais uma palavra via linguagem oral, seja para quem quer que fosse. O meu cérebro comandou a minha fala para um corte de juízo. Agora, percebi eu, que os meus pensamentos se transformaram em ortografia, em frases. Mas questionar-me-ei eu: segundo imensas teorias, opiniões, entre tantas outras justificações de problemas: não será melhor seguires o caminho que os teus progenitores desejam? Quero eu dizer… sem interrupções, sem deslizes, sem incómodos, sem preocupações extras, que nem sequer te pertencem? Eu não quero desgraçar a tua vida, antes a minha do que a tua! Portanto, deixa-me que vive sozinha, deixa-me tornar responsável pelos meus problemas sem a tua ajuda. Não atendi o teu telefonema nem te enviei nenhuma mensagem porque pela primeira vez na vida acho que consegui controlar a minha mente, além do mais estava, podemos dizer de um modo irónico “afónica”. A partir de hoje, tomei uma atitude: chorarei e permanecerei em silêncio e sem ti, mas ao menos sei que não te prejudicarei. De outra forma, seria impossível me traduzir. Isto não significa o fim, pois “o final de uma história significa sempre o início de outra”. Right? NEVER FORGET IT. Be happy. (P.S. estou feliz por ter voltado à escrita, contudo, sei que não fui muito clara e objectiva nos meus pensamentos, mas foi o melhor que pude fazer para “recomeçar”.)
Enjoy life without looking back, enjoy life doing the things that really make you happy, wake up! And when you do it, you'll see that you already lost a lot of time...so, enjoy the time you left!
6.11.09
The silence was the way I found to find me again
27.9.09
CAROLINA MICHAËLIS! ESCOLA NOVA, VIDA NOVA!
Gosto porque… gosto! Não sei se é pelo espaço interior ou exterior, se é pela intensa harmonia que me causa aquela escola ou mesmo pelos seres docentes ou pelos não-docentes, se é pela minha grande amiga Renata também ter aquele fascínio especial por aquela escola que me afecta também a mim… mas sei que à volta de ¾ anos, me comecei a interessar por este recinto escolar. Independentemente das desvantagens que tenho (que, por sinal são poucas a meu ver) dei sempre um valor mais elevado às vantagens, pois quaisquer que sejam as desvantagens, estas serão sempre anuladas pelas vantagens. Pois é… e as aulas já começaram há uma semana, e mal eu dei fé, já era fim-de-semana! C’um catano, hãn? Ainda há um mês atrás estava eu na praia, a pensar no que iria fazer à noite, e que as férias eram uma seca… e o lema será sempre o mesmo… “Nós queremos sempre o contrário.”. E é bem verdade, facto este que eu pude comprovar logo no meu segundo dia de férias… e pensava eu que estava a ser uma seca, sem nada para se fazer… mas na realidade, o que o nosso corpo e mente querem é um equilíbrio dinâmico entre ambas as coisas… desequilíbrio a mais torna-se demasiado monótono. E a monotonia leva à angústia e ao dissabor pela vida. Adiante… esta semana foi positiva, para além dos habituais testes diagnósticos que deixam os professores muito indesejados, dos bocejares matinais da turma, da falta de apetite para acordar… ora, mas é só a primeira semana, e a primeira semana custa a todos! O pessoal da minha turma parece ser porreiro, parece ser amigável e espero bem que seja… porque a maioria é novo naquela escola e quanto mais unidos estamos, mais facilitada será a nossa integração naquela casa. E depois disto, vêm as recordações e as lembranças das velhas amizades, daquelas amizades que algumas duraram cerca de 9 anos, outras de 12… efectivamente, são muitos anos de amizade. E quem imagina se afastar delas ou perder o seu contacto tão rapidamente? Eu nunca imaginei. Aliás, sempre pensei que a vida era bela e que estas eram eternas. Mas com o aumento de experiência de vida as perspectivas mudam, tudo muda… até a minha pessoa muda. Mas nem tudo é mau… deixaram-se as coscuvilhices matinais sobre as novas actualizações dos hi5’s (se N namora com Z ou se X acabou o relacionamento com Y, por exemplo), o convívio com crianças (na sua maioria), bem… basicamente estava na altura de mudar a rotina. Há uns dias dei por mim a chorar, enquanto visualizava as mais antigas e marcantes fotografias de grupo. Não vou dizer que não sinto saudades, porque estaria a enganar-me não só a ti, como fundamentalmente a mim, mas, porém, sinto um leve suspiro enquanto cito estas palavras, pois sinto a minha consciência muito tranquila e leve, que sempre disse a verdade a todos os meus amigos, sempre os apaziguei quando eles necessitavam de ajuda, ia sempre contra a sua opinião quando a achava incorrecta, tentei fazer de tudo para que tivéssemos um óptimo final de ano (lamento desde já todos os contratempos existentes nessa data festiva que não foi, de modo algum, intenção minha), por todos e mais alguns motivos, sinto-me “concretizada” com estes nove anos lectivos, em que errei, corrigi e evoluí tanto a nível pessoal como profissional. Agora só me restam recordações e experiências jamais esquecidas. Com todo o meu coração, Vanessa de Carvalho.
8.9.09
A dor
No Mundo em que nos encontramos
Tudo está virado ao contrário,
Tudo está perdido nas ondas do mar.
A vida é como o mar,
Umas vezes sorridente e outras a chorar.
Por vezes, afogo-me na dor,
Na dor que nasce dentro de mim,
E que tão grande e profunda que ela é!
Nasce não sei como,
Mas sei que é verdadeira.
Uma dor que só eu sinto
Vendo o Mundo de pernas para o ar!
Este poema foi escrito pela minha pessoa no 8º ano de escolaridade… o meu hábito para a escrita ainda não tinha sucumbido para o meu quotidiano, mas já me interessava minimamente por esta. É engraçado como o tema dos meus poemas, geralmente estão sempre relacionados com a extensão da água salgada que ocupa a maior parte da superfície terrestre. Este tema será nostálgico? Será que o mar medita a maior parte dos nossos mais excitáveis momentos de paixão? Ou será pura e simplesmente porque a sua cor e a profusão das suas águas nos fazem sentir autenticamente iluminados, espontâneos? Por qualquer uma destas ou de outras razões, a verdade é que a criatividade estará sempre presente no ser humano, enquanto este consentir em visualizar esta nossa inspiração… o mar.
2.9.09
Maresia
Observando-te, encontro uma saída
No mais profundo do teu ser
Escorrego, sem saber por onde me meter.
Em ti, encontro inspiração
Contra ti, navega a minha perdição.
Jamais poderei atravessar o infinito
O infinito do teu azul e a profundeza das tuas águas.
Azul, oh mar azul, dizer-me-ás um dia o teu segredo?
O segredo que esconde essa tua cor me será concebido!
Aguardo com uma enorme ânsia
O desvendar do teu sorriso quente
E as lágrimas da tua tristeza fria
Que a mim, somente a mim,
me serão segredadas!
1.9.09
Birds flying high
Simplesmente voando alto… tal como os pássaros! Sem medo de cair, voo em direcção à felicidade!, contigo, obviamente! Neste momento não temo qualquer queda brusca, sinto-me totalmente segura no céu, sonhando comigo e contigo… connosco. Todas as nossas emoções se enquadram perfeitamente numa simples mas por outro lado complexa palavra, eis o “amor”. Porquê complexa? Deves de estar tu a questionar. A palavra “amor” nunca conseguirá ser exprimida através de sílabas, descrever o que sentimos é uma tarefa não intricada mas sim deveras intricada! Todos os seres humanos na sua individualidade física e espiritual, assumem comportamentos e despertares de emoções diversas de todos os outros. Podem, porém, ser semelhantes mas nunca, em momento algum, integralmente iguais! Quando amamos de verdade, sentimos uma enorme vontade de exprimir isso à pessoa amada. Durante o ano, não aguentamos um mês sem ela, uma semana já dói, um dia é escasso demais, as horas são como o vento, relembramos cada gesto seu a cada minuto, desejámo-la a cada segundo… resta-nos, assim, saborear todos os milésimos de segundo! Quem ama não jura, sonha apenas voar mais alto com o seu mais-que-tudo. Voar… eis o segredo enquanto activos!
10.8.09
Emocional ou mental?
Relembrando o espaço em que nos envolvemos surge um calafrio que me faz repensar novamente nas diversas impressões provocadas num órgão sensorial por um estímulo. Eis o coração. Enquanto penso e repenso e volto a repensar, sorrio. E sorrio porque me conseguiste deter no teu mais profundo olhar. Conseguiste alcançar o meu elo mais fraco, que de momento estará temporariamente em sigilo. Astrologicamente os conselhos que ditam os astrólogos são para não pensar mentalmente, nos deixar levar pelas emoções… o cálculo mental nem sempre é certo, cheguei hoje eu a essa conclusão. Todas as nossas certezas estão bem meditadas em todos os nossos sentidos. Quando não há certeza, tudo acaba por ser uma probabilidade… E é essa a parte mais complicada de um problema matemático, de um relacionamento, de uma amizade incerta e insegura, enfim… de qualquer outra coisa provável, improvável ou até mesmo equiprovável. Na realidade, só acabamos por chegar a um consenso quando temos no mínimo 70% das certezas… Esta é a minha conclusão do meu encadeamento lógico de pensamentos. Mas o meu racionalismo pode estar errado, toda esta teoria pode ser fictícia, depende é dos resultados que cada indivíduo obtém em cada uma das opções… o importante é que o estado emocional esteja sempre mais equilibrado do que o mental, pois habitualmente o nosso estado interior domina o exterior!
1.8.09
The sounds of Winter
Quando amanhece tudo fica muito mais leve, mais linear aos olhos de quem observa esta troca de luz que cada dia oferece à biosfera. É uma mudança interessante para quem tem o prazer e a curiosidade de observar uma das coisas mais belas do globo terrestre. Em cada estação tudo é diferente… os nossos cinco sentidos, a visão, a audição, o olfacto, o paladar e o tacto têm efeitos distintos. Todos estes são um bem abrangente a cada ser humano.
Bem… mas na realidade, o que acabei de citar foi só uma introdução ao meu tema, o que eu pretendo destacar neste texto é que, para além de adorar a nossa estação actual, tenho uma enorme vontade do regresso do Inverno, de usar camisolas de gola alta, que o amanhecer chegue mais cedo, de adormecer ao som das gotas de água derramadas pelo meu telhado, de sentir aquele ar tão puro, tão frio, tão profundo, tão desejável!, por todos estes motivos, replico que chegue o Inverno!, o Verão, basicamente, só é adorado porque o maior interesse de toda a gente é de ficar moreno, é de ir para a praia diariamente, é de ir de férias, descansar, relaxar, deixar o mundo do trabalho temporariamente, mas nunca foi, de todo, apreciar e visualizar o que esta estação possui, para além de calor. Tenho a realçar que nem tudo é vantajoso, existe um facto que me deixa bastante desanimada, facto este que impossibilita a realização de qualquer actividade ligada à palavra férias, divertimento, viajar, … eis a inconstante temperatura que trás a qualquer indivíduo o desanimo e a pouca vontade de praticar seja o que for. Pois o Verão nunca será visualizado pelas diferentes reacções que a natureza causa, pelas suas mudanças e pelos seus comportamentos, mas sim pura e simplesmente pela temperatura, eis o factor mais importante. Pois eu, tenho diferentes interesses nele, não excluindo uns bons mergulhos, banhos de sol, enrolar-me na areia até ficar como um croquete, aumentar a probabilidade de apanhar cancro de pele (não usar protector solar), fazer directas até estar com os olhos entreabertos, entre outras loucuras… Mas, os meus interesses são observar a noite, as estrelas, ficar acordada até ao amanhecer enquanto visualizo o movimento das nuvens, o desaparecimento do sol no horizonte pelas 20 horas… é tudo tão natural, mas ao mesmo tempo tão questionável. Ainda continuo a explorar este movimento, esta belíssima sensação de exploração.
Terminado o desenvolvimento, posso concluir que, todavia, a minha estação favorita é sem dúvida o Verão, porque é a parte do ano mais desejada, mais objectiva, em que os problemas parecem ficar um pouco à parte, desejando sempre o Inverno, meditar sobre o regresso das aulas, esperando impacientemente por aqueles abraços tão sufocantes dos amigos, que por sinal este ano será diferente… mas isso não faz parte do tema, postarei mais tarde esse assunto que me causa uma certa e determinada angústia. Au revoir!