Gosto porque… gosto! Não sei se é pelo espaço interior ou exterior, se é pela intensa harmonia que me causa aquela escola ou mesmo pelos seres docentes ou pelos não-docentes, se é pela minha grande amiga Renata também ter aquele fascínio especial por aquela escola que me afecta também a mim… mas sei que à volta de ¾ anos, me comecei a interessar por este recinto escolar. Independentemente das desvantagens que tenho (que, por sinal são poucas a meu ver) dei sempre um valor mais elevado às vantagens, pois quaisquer que sejam as desvantagens, estas serão sempre anuladas pelas vantagens. Pois é… e as aulas já começaram há uma semana, e mal eu dei fé, já era fim-de-semana! C’um catano, hãn? Ainda há um mês atrás estava eu na praia, a pensar no que iria fazer à noite, e que as férias eram uma seca… e o lema será sempre o mesmo… “Nós queremos sempre o contrário.”. E é bem verdade, facto este que eu pude comprovar logo no meu segundo dia de férias… e pensava eu que estava a ser uma seca, sem nada para se fazer… mas na realidade, o que o nosso corpo e mente querem é um equilíbrio dinâmico entre ambas as coisas… desequilíbrio a mais torna-se demasiado monótono. E a monotonia leva à angústia e ao dissabor pela vida. Adiante… esta semana foi positiva, para além dos habituais testes diagnósticos que deixam os professores muito indesejados, dos bocejares matinais da turma, da falta de apetite para acordar… ora, mas é só a primeira semana, e a primeira semana custa a todos! O pessoal da minha turma parece ser porreiro, parece ser amigável e espero bem que seja… porque a maioria é novo naquela escola e quanto mais unidos estamos, mais facilitada será a nossa integração naquela casa. E depois disto, vêm as recordações e as lembranças das velhas amizades, daquelas amizades que algumas duraram cerca de 9 anos, outras de 12… efectivamente, são muitos anos de amizade. E quem imagina se afastar delas ou perder o seu contacto tão rapidamente? Eu nunca imaginei. Aliás, sempre pensei que a vida era bela e que estas eram eternas. Mas com o aumento de experiência de vida as perspectivas mudam, tudo muda… até a minha pessoa muda. Mas nem tudo é mau… deixaram-se as coscuvilhices matinais sobre as novas actualizações dos hi5’s (se N namora com Z ou se X acabou o relacionamento com Y, por exemplo), o convívio com crianças (na sua maioria), bem… basicamente estava na altura de mudar a rotina. Há uns dias dei por mim a chorar, enquanto visualizava as mais antigas e marcantes fotografias de grupo. Não vou dizer que não sinto saudades, porque estaria a enganar-me não só a ti, como fundamentalmente a mim, mas, porém, sinto um leve suspiro enquanto cito estas palavras, pois sinto a minha consciência muito tranquila e leve, que sempre disse a verdade a todos os meus amigos, sempre os apaziguei quando eles necessitavam de ajuda, ia sempre contra a sua opinião quando a achava incorrecta, tentei fazer de tudo para que tivéssemos um óptimo final de ano (lamento desde já todos os contratempos existentes nessa data festiva que não foi, de modo algum, intenção minha), por todos e mais alguns motivos, sinto-me “concretizada” com estes nove anos lectivos, em que errei, corrigi e evoluí tanto a nível pessoal como profissional. Agora só me restam recordações e experiências jamais esquecidas. Com todo o meu coração, Vanessa de Carvalho.
Enjoy life without looking back, enjoy life doing the things that really make you happy, wake up! And when you do it, you'll see that you already lost a lot of time...so, enjoy the time you left!
27.9.09
CAROLINA MICHAËLIS! ESCOLA NOVA, VIDA NOVA!
8.9.09
A dor
No Mundo em que nos encontramos
Tudo está virado ao contrário,
Tudo está perdido nas ondas do mar.
A vida é como o mar,
Umas vezes sorridente e outras a chorar.
Por vezes, afogo-me na dor,
Na dor que nasce dentro de mim,
E que tão grande e profunda que ela é!
Nasce não sei como,
Mas sei que é verdadeira.
Uma dor que só eu sinto
Vendo o Mundo de pernas para o ar!
Este poema foi escrito pela minha pessoa no 8º ano de escolaridade… o meu hábito para a escrita ainda não tinha sucumbido para o meu quotidiano, mas já me interessava minimamente por esta. É engraçado como o tema dos meus poemas, geralmente estão sempre relacionados com a extensão da água salgada que ocupa a maior parte da superfície terrestre. Este tema será nostálgico? Será que o mar medita a maior parte dos nossos mais excitáveis momentos de paixão? Ou será pura e simplesmente porque a sua cor e a profusão das suas águas nos fazem sentir autenticamente iluminados, espontâneos? Por qualquer uma destas ou de outras razões, a verdade é que a criatividade estará sempre presente no ser humano, enquanto este consentir em visualizar esta nossa inspiração… o mar.
2.9.09
Maresia
Observando-te, encontro uma saída
No mais profundo do teu ser
Escorrego, sem saber por onde me meter.
Em ti, encontro inspiração
Contra ti, navega a minha perdição.
Jamais poderei atravessar o infinito
O infinito do teu azul e a profundeza das tuas águas.
Azul, oh mar azul, dizer-me-ás um dia o teu segredo?
O segredo que esconde essa tua cor me será concebido!
Aguardo com uma enorme ânsia
O desvendar do teu sorriso quente
E as lágrimas da tua tristeza fria
Que a mim, somente a mim,
me serão segredadas!
1.9.09
Birds flying high
Simplesmente voando alto… tal como os pássaros! Sem medo de cair, voo em direcção à felicidade!, contigo, obviamente! Neste momento não temo qualquer queda brusca, sinto-me totalmente segura no céu, sonhando comigo e contigo… connosco. Todas as nossas emoções se enquadram perfeitamente numa simples mas por outro lado complexa palavra, eis o “amor”. Porquê complexa? Deves de estar tu a questionar. A palavra “amor” nunca conseguirá ser exprimida através de sílabas, descrever o que sentimos é uma tarefa não intricada mas sim deveras intricada! Todos os seres humanos na sua individualidade física e espiritual, assumem comportamentos e despertares de emoções diversas de todos os outros. Podem, porém, ser semelhantes mas nunca, em momento algum, integralmente iguais! Quando amamos de verdade, sentimos uma enorme vontade de exprimir isso à pessoa amada. Durante o ano, não aguentamos um mês sem ela, uma semana já dói, um dia é escasso demais, as horas são como o vento, relembramos cada gesto seu a cada minuto, desejámo-la a cada segundo… resta-nos, assim, saborear todos os milésimos de segundo! Quem ama não jura, sonha apenas voar mais alto com o seu mais-que-tudo. Voar… eis o segredo enquanto activos!